Vou me chamar Geórgia, pensei. Não é sempre que se tem a oportunidade de escolher o próprio nome e hoje vale tudo, até esse nome brega e “cheio de sex appeal” como dizia na revista.
Depois de tanto tempo não é mais como se fossemos adolescentes.
Apesar disso, ainda é como se fosse a primeira vez, quando ele me olha enquanto tenta desabotoar a minha calça, mas nunca consegue. Das risadas quando eu tento morder o pescoço dele, tentando deixar uma marca igual àquele chupão.
Hoje é uma comemoração nossa. Ninguém sabe, amigos, filhos, nenhum parente. Nem a gente sabe direito o que está comemorando. Talvez a ida ao motel pela primeira vez. Talvez a primeira vez que estamos realizando uma fantasia…

Hoje eu vou ter um nome de puta.
Afinal, pra que cobrar quando se pode ter prazer de graça?
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Fim do mundo com cerveja, Giovanni?
O silêncio foi testemunha da frieza do ato, que mesmo sem impor sua força, intimidava com sua presença. Negar lhe seria impossível, talvez fosse pior. Bastava abrir mão do orgulho, do amor próprio. Aceitar a condição imposta pelo destino. Era como um karma. Estavam predestinados e ele cansou de adiar o momento. Ela sabia o que queria. 
