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Nome de p…

Atendimento: Bruna de Souza | Data de entrega: 06/12/12

Servido com: Tequila

Vou me chamar Geórgia, pensei. Não é sempre que se tem a oportunidade de escolher o próprio nome e hoje vale tudo, até esse nome brega e “cheio de sex appeal” como dizia na revista.
Depois de tanto tempo não é mais como se fossemos adolescentes.
Apesar disso, ainda é como se fosse a primeira vez, quando ele me olha enquanto tenta desabotoar a minha calça, mas nunca consegue. Das risadas quando eu tento morder o pescoço dele, tentando deixar uma marca igual àquele chupão.
Hoje é uma comemoração nossa. Ninguém sabe, amigos, filhos, nenhum parente. Nem a gente sabe direito o que está comemorando. Talvez a ida ao motel pela primeira vez. Talvez a primeira vez que estamos realizando uma fantasia…

 

Hoje eu vou ter um nome de puta.
Afinal, pra que cobrar quando se pode ter prazer de graça?

Fim do mundo com cerveja, Giovanni?

 


Passagem

Atendimento: Jean Errado | Data de entrega: 31/08/10

Servido com: Absinto, Tequila, Vinho

O silêncio foi testemunha da frieza do ato, que mesmo sem impor sua força, intimidava com sua presença. Negar lhe seria impossível, talvez fosse pior. Bastava abrir mão do orgulho, do amor próprio. Aceitar a condição imposta pelo destino. Era como um karma. Estavam predestinados e ele cansou de adiar o momento. Ela sabia o que queria.

A madrugada despedia-se da noite. O sol mal anunciava o inferno que viria e os corpos já estavam cobertos de suor. O chão gelado foi perfeito, até a força bruta tomar o lugar daquela curiosidade inocente que havia no primeiro olhar. As costas dela sentiam a dor do cimento, as dele a do movimento.

As mãos secas como foices enferrujadas, cravadas no solo, sustentando esqueléticos braços anêmicos adornados com tribais esquecidas pelos maus tratos do tempo, uniam-se à pluma delicada e perfumada de uma pele até então intocada, por tão sinistra sombra. Na malícia despertada, ela sorria satisfeita. Nada lhe era negado. Poderia ter tudo, mas escolheu ter o nada. Esse que morria a cada investida, desintegrando-se no pó e no suor, dando a vida que lhe fora negada em troca de uma promessa tão vazia e tão insossa como o amor.

Mas o prazer era o fruto dessa improvável união eternamente passageira. Ela, a Vida, sobrevivendo eterna à Morte, que saboreava apenas o final da passagem, um orgasmo infinito de uma ejaculação precoce.

Ao final do ato, ela se desfaz num sono profundo. Ele das cinzas observa a troca de papéis enquanto renasce como uma fênix, rejuvenescido e puro. Ela, cedendo ao tempo acorda nas horas finais para cumprir sua tarefa e na morte violentar com amor a vida que acabara de renascer.

Deus, como um voyer pervertido, apenas assiste.


Clinomania

Atendimento: Alessandra Boos | Data de entrega: 11/04/10

Servido com: Tequila, Vinho

Sândalo. E essas cortinas púrpuras que balançam ao vento noturno, contrastando com a tua pele quente, a maciez das tuas coxas. Eu quero me deitar aqui e esquecer. Faze-me esquecer. Faze-me esquecer de novo e repetidas vezes. Com suavidade. E mesmo que teus beijos sejam hesitantes e um pouco rasos, eu quero acreditar neles. E mesmo que tu não sussurres aquilo que eu queria te ouvir dizer, eu quero te escutar jurar em vão.

Quando a última luz se apagar, não vai mais importar o que foi dito.

Quando eu dormir de novo eu vou pensar em ti.


Atendimento: Jean Errado | Data de entrega: 14/09/09

Servido com: Cachaça, Tequila

socochess

COMI TUA RAINHA!!!!

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Bom… é só isso mesmo… microconto heheheh. Agora a Ale, Taverneira, pode tirar uma folga e servir uma Cerveja para si mesma!


Festa Junina

Atendimento: Alessandra Boos | Data de entrega: 23/08/09

Servido com: Tequila

Agora sou mulher de verdade. Desde a noite passada.

Quando eu vi aquele moreno chegar, eu soube que era ele, mas me preocupou a sua timidez. Ainda bem que a minha prima o conhecia e convidou para beber um pouco de quentão com a gente. Nessas horas, minha amiga, fique longe do pinhão e da pipoca, grudam no dente e apesar de nessa festa valer quase tudo, é muito brochante beijar alguém com resto de comida nos dentes. Experiência própria. E depois teve o casamento, aquelas coisas todas. A gente dançou junto e não se desgrudou um minuto. Foi tão bom! E no meio da quadrilha, não é que ele passou a mão na minha bunda? Não deixei por menos e apertei a dele também. Acho que a timidez era só charminho ou talvez por causa dos óculos, davam uma cara de nerd pra ele.

Começaram a soltar os foguetes e os balões, mas morro de medo dessas coisas, então ele muito gentilmente, um gentleman mesmo, me abraçou e disse que ia me levar para um lugar mais seguro. Me agarrei nele e fui. Foi difícil achar um cantinho longe daquela muvuca, mas como fazendas são grandes, a gente andou, andou (fiz um baita calo no meu pé), andou e achou um rancho abandonado. Mal entramos, ele já me encostou em um canto e quis me encoxar. Eu pedi para ir com mais calma, mas não ia admitir que era a minha primeira vez. Quer dizer, nos últimos meses, era a minha quarta primeira vez… Os outros três deram para trás na hora H… Mas esse parecia bem empolgado e eu não ia deixar ele ir embora por nada nesse mundo!

Continuamos a nos beijar por mais um tempo. Então ele começou a morder o meu pescoço, falou umas coisinhas no meu ouvido e desabotou a parte de cima do vestido. Com muita facilidade abriu o fecho do sutiã e quando vi ele estava lambendo e chupando os meus seios. De repente ele me empurrou em direção ao chão, rolamos e eu cai por cima dele, com o rosto bem em cima da virilha, não me fiz de santinha e fui logo abrindo o zíper para cair de boca…

Fizemos amor. Transamos. Fodemos. O resto da festa e da noite. Honrei as calcinhas que visto, o meu mega hair, as minhas unhas de porcelana, os 200ml de silicone, minha maquiagem definitiva, o bronzeamento a jato, a lipoaspiração e a lipoescultura. Agora sou mulher de verdade.

 

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Próxima rodada: Sócio-cliente, tem um pessoal que veio ao encontro de Ufologia (pelo menos é o que está escrito na camiseta deles). As mulheres pediram uma jarra de vinho e os homens pediram absinto; agora eles estão discutindo quem vai pagar a conta…


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