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Flashbacks

Atendimento: Giovanni Ramos | Data de entrega: 17/01/13

Servido com: Cachaça

O gosto de vômito na boca foi a primeira sensação do dia de Heriberto. Acordou cuspindo uma substância colorida, que misturava saliva e o que restou da noite anterior. A forte dor de cabeça seria o fato seguinte, caracterizando uma clássica ressaca, no entanto, a presença de sangue na boca deixou o jovem mais preocupado. Passou a mão no rosto e percebeu sangue também no nariz.

Somente após saber que acordava de uma ressaca que Heriberto percebeu onde estava. A calçada era de paver amarelo, a estrada, asfaltada. Em sua frente, um muro de três metros de altura e uma porta de madeira maciça, sofisticada, sem nenhuma identificação. Ao seu lado, um revólver e uma garrafa de plástico da cachaça Teimosinha pela metade.

O jovem levantou-se rápido, preocupado. Não sabia onde estava, nem o que havia ocorrido na noite anterior. Cervejeiro artesanal, Heriberto não costuma ingerir bebidas destiladas. Mas aquela dor de cabeça indicava uma bebedeira histórica na na noite anterior.

Olhou para toda a rua e viu um deserto. Nenhuma alma viva perambulava pela estrada. Será que hoje é feriado? Domingo? Que rua era essa? Será que Heriberto estava em sua cidade? Nenhum comércio ao longo da via, apenas um orelhão pixado, contendo a marca da operadora de sua cidade, um sinal que não deveria estar muito longe.

Decidiu, então, pegar a cachaça na mão e sentiu um cheiro estranho vindo da garrafa da teimosinha. Um odor que se misturava ao álcool.

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A senhora que atendia no posto de conveniência do posto de gasolina levou mais de 10 minutos para fazer a conta. Não era por menos. A atendente tinha dificuldades com a matemática e os jovens decidiram pagar uma compra de R$ 83 em moedas e notas de R$ 2 e R$ 5. Eles estavam em oito pessoas e cada um queria pagar a sua bebida, com um ajudando o outro.

- Tu vai pagar e tomar essa merda sozinho, seu retardado – disse Heriberto para Souza – Ninguém vai te carregar de novo, já estamos avisando.

- Para onde nós estamos indo, a Teimosinha é um kit de sobrevivência. Vai por mim, eu sei o que estou fazendo – respondeu Souza.

Heriberto, Souza e seus seis amigos pagaram as contas no posto e foram em direção ao estacionamento. O sol já havia deixado a cidade e o grupo decidiria qual seria a festa. Duas propostas foram colocadas na conversa. Um tradicional bar da cidade ou a ideia de Souza, considerada arriscada.

- Vamos na mansão dela. A gente entra lá e tal. Se for chato, vamos embora. Mas façamos uma tentativa – argumentou Souza.

- Ela não vai dar para ti, coloca isso na tua cabeça – provocou Heriberto – mas se queres ir mesmo tentar, tudo bem, eu apoio.

Souza foi o vencedor e o grupo de amigos optou pela proposta arriscada. Saíram em dois carros do posto de gasolina rumo a tal mansão. Heriberto e Souza foram no banco de trás, onde o primeiro abriu a garrafa de cachaça e, com o vidro aberto e o braço para fora, começou a beber e provocar quem estivesse na rua.

Entre um gole e outro, a pinga caia na sua roupa. Mas quando o motorista fez uma conversão à esquerda de forma brusca, o líquido precioso do jovem apaixonado foi em direção do colega, que detestava os aguardentes de cana.

- Foi mal aê, Beto – se desculpou Souza.

- Se derramares novamente essa merda, eu vou enfiar a garrafa no teu… – respondeu Heriberto.

CONTINUA


O ladrão de Rosas

Atendimento: felipe | Data de entrega: 03/10/11

Servido com: Cachaça

Dick, saia de casa todas as noites e sempre para tomar a saideira no bar do Tedy.

Vê a saideira pra mim e um ovo de codorna daquela lata amarela!
O que tu queres com um maldito ovo de codorna? Fala Tedy
Já ouvisse falar nas propriedades sexuais do ovo de codorna? Assim eu garanto que ele não vai ficar escondido dentro da minha cueca de oncinha essa noite!
Vinte e sete anos e já esta com esses problemas guri? Aprende com o papai aqui, cinqüenta e três anos na cara, uma vida sofrida nas costas e dou pelo menos uma bimbada por dia!
Olha Tedy, o meu problema é que eu exagero um pouco de mais na bebida, mais vou parar com isso, não quero mais esse incomodo pra mim, me da à saideira que eu vou embora!
Dick esvaziou mais uma dúzia de copos e seguiu pela Rua Lock.
A noite era uma farra e hoje a noite o agito era no bar e danceteria zero grau.

Caralho, tenho setenta pratas na carteira, vinte eles já me tomam na entrada dessa budega, vai me sobrar cinqüenta pratas pra tentar faturar alguma coisa. O plano era uma merda mais o objetivo da noite era o mesmo de todas as noites, tirar o pau da cueca!

Identidade, por favor.
Eu sou de maior, não se preocupe eu já tenho barba na cara e pelo no saco!
Identidade ou rua!
Mais eu já paguei vinte pratas pra entrar nessa porra, vocês vão devolver a merda do meu dinheiro? A, quer saber, pega essa merda aqui que hoje eu não to afim de confusão!

A festa estava bombando, as pessoas estavam bêbadas e todo mundo tinha o mesmo objetivo, fuder.

E ai gatinha, aceita um gole?
O que é isso que você ta tomando?
Uísque on the rocks, Jack Daniels!
Ui, não gosto de uísque, bebida muito forte, prefiro uma ice!
A ta, então vamos fazer o seguinte, vamos cortar todo esse papo furado e partir direto para os finalmentes, vem aqui e me da um beijo logo vai.
Abusado! Folgado! E confiado! E não é assim que se conquista uma mulher como eu não!
Virgem, jurava que era assim! Mais então o que eu tenho que fazer pra conseguir te beijar?
Por que você não tenta dar uma flor pra mim, me tratar bem ou algo do gênero?
Faz assim então, na casa da frente aqui da zero grau mora um velho polonês, o polaco, ele já é aposentado e tem plantado no quintal varias muda de rosas. Você me traz uma rosa vermelha e uma rosa cor de rosa que eu te dou um beijo!
Combinado!
Eu sabia que isso era arriscado de mais, podia ser preso ou qualquer coisa do gênero mais essa pilantra valia todo esse risco, ela é muito gata, com aquele olhar penetrante, os cabelos ruivos da cor do fogo e ela é meio maluca, do jeitinho que eu gosto! E afinal de contas, é amor antigo da época de colégio, então fudeu maluco!

O muro da casa da frente não era alto, media aproximadamente 1 metro e 50 cm de altura. O problema é que ele teria que andar pelo menos 15 metros até as roseiras que ficavam perto da casa do polonês.
Dick sem hesitar pula o muro e anda em direção as roseiras, se escondendo nas sombras como um gatuno. Um serviço fácil para uma recompensa generosa! Primeiro a rosa vermelha e depois…

Puta merda!

Rufus apareceu, era um rottweiler que pesava aproximadamente 100kg, tinha um olhar que assustava até o filho que nem era projeto de Dick e a boca dele fedia a cerveja velha misturado com macarrão azedo. Uma visão do inferno!
Com a rosa vermelha já na mão e levando metade de uma roseira que estava plantada, Dick correu que parecia Ayrton Senna voando baixo em Interlagos, mais o velho Rufus também tinha sebo nas canelas e alcançou Dick a 5 metros da cerca, rasgando a calça dele fazendo dela metade de uma bermuda, fazendo Dick rolar pela grama e como se ainda não fosse o bastante o pé esquerdo do seu Nike virou o novo brinquedinho de Rufus. Mais Dick ainda é ágil como um gato e pula o muro e corre sem um tênis e com a calça rasgada para receber o seu prêmio!

Pronto princesa, aqui estão as suas rosas!
Nossa, que garoto mais meigo, vem aqui receber o seu beijo vem!
Depois de tanto sofrimento a merecida recompensa! Mercedes deu um selinho em Dick, pegou o ramalhete de rosas e o acerta com tudo fazendo os espinhos machucar o seu rosto e fala:
Agora aprende a tratar bem uma mulher!
Seu abusado! E quem sabe na próxima vez você aprende alguma coisa! Isso se houver uma próxima vez!

Não havia mais nada o que fazer, Dick caiu no conto do vigário, abaixou a cabeça e foi andando pela escuridão da Rua Lock.

Antes de dormir, como de costume sentou na privada e falou:
Acho que o ovo de codorna me fez mal.


Sinfonia Agri-Doce

Atendimento: Celso Castellen | Data de entrega: 02/08/11

Servido com: Cachaça, Whisky

Dedo na buceta, la estava eu novamente. Lembro bem de como cheguei ate aqui. Brincando com a cordinha do OB dela é que tive o estalo, “Putz” pensei na hora. Era genial. Tudo de bom num só lugar. E eu com os dedos enfiados dentro da buceta dela. Ha. Aquela cordinha era tudo o que tinha de puxar pra chegar no prazer que eu tanto almejava. Era perfeito. Só que o OB não estava mais la. Ele havia dado lugar a um tubo de plastico completo com cocaina. Essa ideia era brilhante… ninguem mexe ali, e se estourar a parada, era so enfiar a fuça la e aproveitar. Todo mundo aproveitaria, eu e ela. Se eu pudesse sair contando como fazer isso garanto que seria a nova moda nacional. Nariz na buceta. Acho que ate o viado do latino faria uma musica sobre isso. Tudo vira musica na mão daquele merda. Então, tudo certo, era só curtir agora… eu demorava um pouco pra puxar, porque convenhamos, é bom aproveitar esse momento. E ela também nunca reclamava que eu demorava pra tirar, e nem ela tirava sozinha. Ela sempre me agradecia. Pela grana, e pela dedada. Pronto, beijo pra ti e ate a próxima. No aconchego do lar, arrumo tudo pra saborear a parada. Ligo o som, confesso que to meio nostalgico, e fico ouvindo um best of do silverchair. Sonzinho agradavel, tem guitarra, sem muita frescura… do jeito que eu gosto… Da pra ouvir a guitarra com distorção, as vezes um flangerzinho pra criar um clima, e voltar pra distorção. Riffs simples, um baixo bem marcado e a bateria nervosa e com peso. Bom, não posso dizer que não gosto, até porque gosto bastante disso. Depois de secar bem, preparo um bela dose de jameson pra descer na hora que fechar tudo. Punk Song #2 é o nome da música que ta tocando na hora, e juro que naquele comecinho eu pensei que tinha mudado pra sonic youth. Mas não… continuava o silverchair. Engoli a dose do jameson e fiquei parado curtindo um pouco. Quando começou a musica seguinte, jurei que era eu, mas era só a musica. Eu do gargalhada disso. Gosto de rir sozinho. Vo fazer uma caipira. E curtir do disquinho do Verve que baixei hoje. Novamente. Falei que tava nostalgico porra. Mas não tem como tirar o mérito, esse disco é muito bom. Dado um tempo, escuto o barulho da porta. Sigo sentado, até me dar conta da porra toda… Penso “fudeu e agora” corro pra ela não perceber. Vou na pia e derramo um monte de detergente e finjo lavar a pia. Já pensou se ela sente o cheiro de outra na minha mão?


O Zé morreu!

Atendimento: Giovanni Ramos | Data de entrega: 19/06/10

Servido com: Cachaça, Cerveja

Lá na Putaqueopariu havia um bar e cancha de bocha, que abria todos os dias a partir das 18h. O estabelecimento recebia trabalhadores de classe média baixa que batiam ponto no boteco antes de voltarem para casa. O local era razoavelmente sujo e servia basicamente cachaças, cervejas, ovo e rollmops em conserva, amendoim e choco-leite para os filhos dos frequentadores. Eis que um dia…

- Visse? O Zé Morreu – comentou o dono do bar.

- O Zé da padaria? Puta merda, ele não tinha se recuperado bem da cirurgia? – respondeu o cliente.

- Não, seu idiota. O José Saramago, escritor português. Um dos maiores gênios da literatura do século XX. Escreveu Ensaio sobre a cegueira, O evangelho segundo Jesus Cristo, entre outras grandes obras.

- Aquele comunista de merda? Detesto ele. Ateu filha da puta, adora provocar a minha regilião. Mandei queimar os três exemplares de O evangelho segundo Jesus Cristo lá em casa.

- Só porque és um direitinha tu vai odiar o cara? Ele inventou uma nova técnica de escrita, tinha uma visão única sobre a humanidade.

- Ele que dá defender o Fidel. Eu prefiro o Mário Vargas Llosa. Esse sim tem ideias críticas. Tu leu a Guerra do Fim do Mundo? A cidade e os cachorros? Travessuras da menina má? Isso sim que é literatura?

- Guerra do fim do mundo? Fala sério! Eu li Os Sertões, do Euclides da Cunha. Como tu podes respeitar um escritor que copia uma ideia de outro?

- Seu imbecil! Guerra do fim do mundo é uma reconstrução da Guerra de Canudos e não uma nova versão de Os Sertões…

- Não importa. Típico de gente sem ideia..

Um segundo cliente chega no balcão, pede uma Kaiser e um ovo em conserva, e entra na conversa:

- Saramago foi um grande escritor. E só. Geniais no século XX são Kafka e Joyce. Eles revolucionaram a literatura mundial.

- Não se esquece do Gabo – comentou o dono do bar.

- Gabo? Outro esquerdinha de merda – respondeu o primeiro cliente.

- Seu idiota, nós estamos discutindo literatura e não política. Vai se fuder, vai! – atacou o dono do bar.

- Não há como separar as coisas – respondeu o primeiro cliente.

- Há, sim – disse o segundo – eu adoro ler Garcia Márquez e Vargas Llosa, mesmo que eles se odiem – comentou o segundo.

- Teu gosto é tão refinado que tu toma Kaiser – provocou o primeiro.

- E o teu é tão bom que tu casou com aquela gorda chata papa hóstia.

Mexeu com a mulher. Foi o estopim. Os dois clientes saíram do balcão e forma para as vias de fato. Não era a primeira vez que eles brigaram dentro do bar. Teve uma vez que foi preciso chamar a polícia para separar os dois. O dono da bodega pediu ajuda e conseguiu separar os encrenqueiros, que continuavam trocando ofensas.

- Vai ler Paulo Coelho, seu leitorzinho de merda – provocou o primeiro.

- Olha aí, o fã de Harold Hobbins querendo bancar o fodão. Cadê os teus textos? Aquelas porcarias pornográficas? O conteúdo é tão ruim que não seria aceito nem em um boteco literário na internet.

- Ei. Quem criou um blogzinho de literatura foi tu, palhaço!

O dono do bar perdeu a paciência e gritou:

- VAMOS PARAR COM A PALHAÇADA SEUS FILHOS DA PUTA. Se vocês continuarem brigando eu vou fechar o clube de literatura nas quinta, ouviram? Eu tiro os livros de lá e coloco uma mesa de sinuca no lugar. MERDA! Toda semana essa chatice.

O garçom avisou os brigões que suas esposas já estavam sabendo da confusão. Eles abaixaram a cabeça e foram embora, sabendo que teriam que dormir em seus respectivos sofás esta noite.


Atendimento: Jean Errado | Data de entrega: 14/09/09

Servido com: Cachaça, Tequila

socochess

COMI TUA RAINHA!!!!

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Bom… é só isso mesmo… microconto heheheh. Agora a Ale, Taverneira, pode tirar uma folga e servir uma Cerveja para si mesma!


O segredo de Brokeback Mountain

Atendimento: Bruna de Souza | Data de entrega: 22/07/09

Servido com: Cachaça

Como todos vocês que realmente me conhecem sabem, me apaixono facilmente. Muito facilmente, até mais do que deveria. Claro que são sempre paixões platônicas, onde a única que vive todo o drama, “borboletas no estômago” e blábláblá, sou eu.

Já que a cachaça hoje é por minha conta, finalmente, deixem-me contar uma historinha de amor esquisita. O amante da vez era o Chico. Ele apareceu aqui numa noite dessas de temporal, quando a gente sai de casa sem a mínima idéia de que vai chover. Então ele entrou aqui, todo molhado.
Considerando-se seu jeito de vestir, esse não era o bar ideal para ele. Era um baita caipira, de usar bota com espora e chapéu de caubói. Tava até de camisa xadrez e cinto com uma fivela de cavalo enorme. Meio brega pro meu gosto, mas muito lindo e gostoso. Pronto, era o suficiente para eu ir atendê-lo levando uma toalha e cheia de sorrisos e meiguices.

Chico era daqueles homens machos, mesmo. De traços fortes, cabelos e sobrancelhas grossas e escuros,  a pele, porém, clara. Tinha um olhar penetrante que fazia eu arrepiar todos os pelos do meu corpo e desviar o olhar. Falava baixo, perto do meu ouvido. A camisa de mangas dobradas até o bíceps deixava os músculos à mostra, assim como uma tatuagem de Nossa Senhora Aparecida. Depois de se secar pediu uma dose de whisky. Sem gelo. O que eu achava coisa de macho. Bebeu sem tirar os olhos de mim, o que fazia eu me desconcentrar e errar os pedidos dos outros clientes.

Era uma sexta-feira, bem tarde. Ou cedo, como preferirem. O outro também estava lá. Apareceu de repente do meu lado e começou a discutir com o caubói.

- Ô seu retardado, não tá vendo que ela tem dono?
- Me descurpe, moço, mas num tô vendo colêra ou aliança pra me comprová isso que ‘cê tá dizeno, respondeu o caipira.
- Junior, já fazem três meses que nós terminamos – interferi – Se você ainda não superou, o azar é seu.
- Engraçadinha você. Saiba que se você continuar dando bola pra esse idiota do velho oeste, vai se ver comigo. Os dois.
- Você já bebeu demais, Junior. Sente ali naquela mesa que eu chamo um táxi pra você.
- É, garoto, dêxa a moça em paz. Se quiser arrumar briga, que seja cumigo – disse Chico.
- Seu peão de merda, você não sabe com quem está falando. Se você encostar um dedo em mim, meu pai te põe na cadeia antes de você tomar o segundo gole desse drink de bichinha!
- Ah é? Então toma, seu playboyzinho!

Chico deu um soco no olho esquerdo do Junior. E incrivelmente não derramou uma gota de cachaça sequer, do copo que estava segurando na outra mão.

Pronto. O suficiente para as duas crianças rolarem pelo chão, quebrando copos, derrubando pequenas mesas e cadeiras e causando espanto e irritação em vários clientes.
É claro que Junior, aquele frangote de 23 anos acabou levantando a bandeira branca para o término da luta. Seguiu meu conselho e foi pra casa com um táxi que passava em frente ao bar.

Chico acompanhava o garoto indo embora com olhar de triunfo. Logo depois se virou para mim, ainda com aquele olhar arrepiante e profundo.
Aproximou-se, me pegou pela cintura e puxou violentamente para perto dele, deixando nossos quadris grudados. Inclinou-me para traz e fez a pior revelação da minha vida:

- Eu sô gay, garotinha.

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Ei, Taverneira, não aguento mais essa Joan Jett tocando todo dia. Não dá pra mudar o disco, não?


Anísio, o poeta.

Atendimento: Alessandra Boos | Data de entrega: 18/07/09

Servido com: Cachaça

Chora Rita porque tomou NaBunda. Antes NaXoxota. Mas quem mandou Cura Veado ? Vá Amansa Corno que é mais fácil!

Lua Cheia. Chapéu de Palha, Chave de Ouro. Um Dedo de Prosa e lá ia o Velho para Monte Alto.

Isaura? Qualqueruma, desde que Fruta Rara e Republicana. Minha Volúpia é 100Limite na época das Monções.

-Anísio, chega de se pagar de bêbado e desce da mesa. Me dá o dinheiro da partida.

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Próximo pedido: Sócio-cliente, por favor, quebra mais esse galho pra mim, serve um vinho branco gelado para aquela mesa?


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