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	<title>Botequim Literário</title>
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	<description>The Webwriter&#039;s Pub</description>
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		<title>Fantasia de Carnaval</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 00:01:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ms. Pale Ale</dc:creator>
				<category><![CDATA[Absinto]]></category>
		<category><![CDATA[Vinho]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu me levantei e abri as portas do guarda-roupa, aquelas roupas não pertenciam a mim, não tinham nada a ver comigo, não diziam nada sobre mim. Olhei os sapatos e também não faziam sentido pra mim. Tomei um banho de &#8230; <a href="http://botequimliterario.com/?p=506">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu me levantei e abri as portas do guarda-roupa, aquelas roupas não pertenciam a mim, não tinham nada a ver comigo, não diziam nada sobre mim. Olhei os sapatos e também não faziam sentido pra mim. Tomei um banho de água bem quente, mas o sabonete tinha acabado. Acho que não iam se importar se eu pegasse emprestado um pouco desse outro aqui. Usei as roupas que achei mais familiares, peguei uma sacola grande e meti ali dentro todo o resto, exceto duas calças e uma blusa. Alguém me disse que era bom ter mais blusas porque calça a gente podia usar mais vezes, mas a blusa tinha que trocar todo o dia. Mas achei que as calças eram mais minhas do que aquelas blusas. Então peguei as duas calças e só uma blusa. Desci as escadas do prédio e quando começava a caminhar pela avenida, alguém me parou para me vender poemas. Comprei todos e ainda lhe entreguei o saco com as roupas. Percorri a descida num passo vagaroso e vi passar por mim ônibus, rostos, táxis coloridos, árvores e preocupações. Continuei a andar ainda por muito tempo e parei na frente de um prédio largo e antigo. Apertei o interfone. Sinal para entrar. Seu Isaac parecia surpreso, talvez confuso com a minha visita. Mas me serviu chá. E eu lhe servi uma música ao piano. Nós não conversávamos muito, porque não tínhamos sobre o que falar e nunca fomos íntimos. Sozinho. Muito sozinho. As fotos ainda repousavam sobre a mesinha de centro, assim como a sua esposa repousava no cemitério há dois anos. Lavei as xícaras. Fui embora, pegando emprestado um pouco da solidão dele. Ao chegar à rua precisei desviar de algumas pessoas que formavam um amontoado de pompons, lantejoulas e pernas. Foi quando deixei cair os poemas que levava comigo. Uma figura toda em verde, retardatária do grupo brilhante mais à frente percebeu antes do que eu a queda e recolheu aquelas folhas, como gentilmente se recolhe um pequeno pássaro que caiu no chão. Falta gentileza no mundo. As pessoas precisam ser mais gentis umas com as outras. Quantos momentos de gentileza eu havia presenciado recentemente? Verde, a cor de São Patrício. A cor de Oxóssi. <em>Kiss me I´m Irish</em>. Okê arô! O estranho é irresistível, é promessa, é hipnótico. Eu beijaria aquela pessoa desconhecida, entraria em um ônibus sem olhar o destino e talvez não pagasse a passagem. E nesse destino que eu parasse, iria a um lugar bonito e desconhecido, onde eu brincaria com um cachorrinho de rua que ali encontrasse, compraria uma comida e dividiria igualmente com ele, caminharia um pouco, conversaria com os velhos e os bêbados, talvez até jogasse um jogo de cartas com eles ou outro jogo nada a ver e se um deles me oferecesse um lugar para passar a noite, eu aceitaria a sua bondade, diria que não tenho nada e nem ninguém, nem mesmo esse cachorro, dormiria e acordaria. Eu me levantaria, abriria as portas do guarda-roupa, e todas aquelas roupas e sapatos se ajustariam ao meu corpo, as cores exatas, o formato bem proporcionado, elas davam conta até do estado dos meus ânimos, quando eles estivessem elevados, elas cintilariam e quando estivessem em estado de retidão, ficariam em tons de cinza.  O banho seria de banheira numa abundância de óleo e espuma, não haveria frascos suficientes para guardar tantos perfumes. Ninguém diria uma palavra, que dirá conselhos.  Eu subiria até o terraço e lá ficaria lendo poemas a tarde inteira. Quando a campainha tocasse, Isaac e sua esposa também subiriam e comeríamos pedaços de torta<em> </em>com as mãos. Rindo e conversando como amigos muito próximos, assistiríamos ao morrer do sol, enquanto um gato sorrateiramente pularia sobre a mesa e comeria as sobras. E nisso, lá de cima, a gente enxergaria várias pessoas dançando e cantando, todas juntas, ninguém ficou para trás. E a alegria deles era boa de olhar e por isso entrava pelos olhos da gente. E uma vontade de se juntar a eles surgiria. Uma vontade irresistível, hipnótica e promissora. Não há desconhecidos, somos feitos da mesma matéria e sonhos, escutamos as mesmas músicas, acreditamos nos mesmos deuses, falamos as mesmas línguas, pensamos os mesmos pensamentos, amamos com o mesmo ardor. E eu saltaria e o meu salto se transformaria em um vôo. E eu pousaria bem na tua frente, tu vestido de preto. Mas tu me olharias e não pareceria nenhum um pouco surpreso, só dirias: por que tens medo? Não és tu criadora disso tudo? E nos beijaríamos, um beijo seco, mas duradouro.</p>
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		<title>Desafio irlandês</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2012 01:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Mayor's Pub</dc:creator>
				<category><![CDATA[Água]]></category>

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		<description><![CDATA[Um desafio para os escritores boêmios nesta semana. No sábado (17), comemoraremos o Dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda. As palavras chaves do dia desafio são: Alexandra, Hotel Blumenau em Curitiba, Sueco, Abba em sueco, Dia de São Patrício &#8230; <a href="http://botequimliterario.com/?p=500">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um desafio para os escritores boêmios nesta semana. No sábado (17), comemoraremos o Dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda.</p>
<p>As palavras chaves do dia desafio são: Alexandra, Hotel Blumenau em Curitiba, Sueco, Abba em sueco, Dia de São Patrício e é claro, SEXO, um conto com muito sexo.</p>
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		<title>Padrão de Confiança</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Feb 2012 16:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Hyperactive Zombie</dc:creator>
				<category><![CDATA[Absinto]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Cheguei e estavam todos lá. Como o combinado. Dessa vez pelo menos, porque ja furaram várias outras vezes. Então, como disse, todos estavam lá. O ruivin, o irmão dele, aquela mais cumprida e aquela outra. Diversão. Alegria. Jogos de dados. &#8230; <a href="http://botequimliterario.com/?p=493">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei e estavam todos lá. Como o combinado. Dessa vez pelo menos, porque ja furaram várias outras vezes. Então, como disse, todos estavam lá. O ruivin, o irmão dele, aquela mais cumprida e aquela outra. Diversão. Alegria. Jogos de dados. Descontração. Cerveja e alegria. Eu odeio pessoas alegres. E com memoria fraca. Eu não esqueço. Eu não. Nunca. Alegria. Conversas e descontração. Ofereço carona a todos para ir embora, e antes que o primeiro pudesse dizer onde ia descer já estavam todos atravessando o parabrisa do carro. Eles nunca mais iriam desmarcar um compromisso comigo. Deixo todos em casa, beijos e até a próxima gente. Vou pra casa, e durmo sozinho. (&#8230;) Mencionei que estava tocando the animals. Onde? Por toda a parte porra.</p>
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		<title>O tema e&#8217;: Carnaval!</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 16:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Hyperactive Zombie</dc:creator>
				<category><![CDATA[Absinto]]></category>
		<category><![CDATA[carvanal #vinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma vez eu vi um cachorrinho na rua. Era noite de carnaval. bonitinho. deve ter sido abandonado. olhei para ele e ele me retornou o olhar. seu olhar quase falava. quase falava. falava para eu levar ele dali. seu olhar &#8230; <a href="http://botequimliterario.com/?p=476">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma vez eu vi um cachorrinho na rua.<br />
Era noite de carnaval.<br />
bonitinho. deve ter sido abandonado.<br />
olhei para ele e ele me retornou o olhar.<br />
seu olhar quase falava.<br />
quase falava.<br />
falava para eu levar ele dali.<br />
seu olhar falava.<br />
falava socorro.<br />
falava dor.<br />
e o que eu fiz.<br />
o que foi q eu fiz.<br />
fiz.<br />
tirei das costas.<br />
presa as minhas costas.<br />
minha sempre amiga.<br />
12.<br />
ó minha amada 12.<br />
sem muito pensar.<br />
nem enrolar.<br />
dei um tiro na cabeça do cachorrinho.<br />
seu olhar agora,<br />
nao mais me dizia socorro.<br />
dizia: adeus.</p>
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		<title>Lar doce lar</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 02:39:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Mayor's Pub</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cerveja]]></category>
		<category><![CDATA[Vinho]]></category>

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		<description><![CDATA[O relógio de Luciano despertou às 8h15min do sábado com Back in Black, do AC/DC. Nada como um bom e velho rock and roll para começar o final de semana. Pode ser melhor? Sim! Uma bela morena deitada ao seu &#8230; <a href="http://botequimliterario.com/?p=469">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O relógio de Luciano despertou às 8h15min do sábado com Back in Black, do AC/DC. Nada como um bom e velho rock and roll para começar o final de semana. Pode ser melhor? Sim! Uma bela morena deitada ao seu lado, dormindo profundamente. A noite passada foi de sucesso.</p>
<p>Luciano se levanou da cama e, como um sonambulo, foi direto ao banheiro. Sua rotina diária de sábado tinha uma única diferença. O seu roupão não estava pendurado junto ao box do banheiro, como de costume. Mas quem se importa? Num dia de verão, qual o problema de andar seminu em casa?</p>
<p>Quando chegou a cozinha, um estranhamento. O microondas havia mudado de lugar. Abriu a geladeira e teve outo susto. Luciano SEMPRE deixa, ao menos, duas garrafas de cerveja na porta. Sabe como é, para casos de emergência. Não havia nada. Foi então, quando percebeu que a geladeira não era a mesma. Olhou para o resto da cozinha e a fica caiu. Estava tudo completamente diferente.</p>
<p>Assustado com o que viu na cozinha, Luciano foi direto para o quarto do irmão. Imaginou que podia ser mais uma &#8220;aprontada&#8221; do adolescente:</p>
<p>- Toninho, que palhaçada é essa? &#8211; gritou, batendo na porta.</p>
<p>Ao invés de toninho, um senhor de barba branca, meio careca, aparentando uns 50 anos de idade apareceu no lugar. Apesar da cara de sono, o homem respondeu grosso:</p>
<p>- Que isso, rapaz? Tá maluco? Vocês dois disseram que não beberiam muito ontem à noite.</p>
<p>Luciano pensava estar em um pesadelo. Tudo fora do lugar. Um senhor dormindo no quarto do irmão. Era como se tivesse sido teletransportado para outra dimensão. Voltou correndo ao seu quarto, quando reparou que ele estava todo decorado em rosa, com um poster do Michel Teló na parede:</p>
<p>- Que foi Luciano? Por que desse esse susto no meu pai? &#8211; falou a namorada &#8211; fica aí no meu quarto que eu vou no banheiro e já volto.</p>
<p>Enquanto esperava no quarto, Luciano enviou uma mensagem do celular para o irmão.</p>
<p>- De novo, mano. De novo.</p>
<p>&#8212;&#8212;-</p>
<p><em>(uma semana antes)</em></p>
<p>Olhando para as caixas empilhadas no meio da sala, Luciano não continha as lágrimas. Todos os seus pertences estavam encaixotados, prontos para a viagem. Ele estava sentado no chão do apartamento vazio, triste, esperando o caminhão da mudança. Estava de mudança para um apartamento longe dali. A dona do prédio não quis mais renovar no aluguel. Prefeiriu vender para uma família.</p>
<p>Luciano pegou o celular e ligou para o irmão:</p>
<p>- Toninho. O cara da mudança já tá chegando, mas eu vou esperar a dona do prédio para entregar a chave. Parece que os donos donos já vão dar uma visita hoje.</p>
<p>Uma senhora rabugenta, vestida como um homem que vai para a guerra, entrou no apartamento. Ao lado dela, um um senhor de barba branca, meio careca, aparentando uns 50 anos de idade e uma jovem e bela morena, aparentando 20 anos de idade.</p>
<p>- Este é o Luciano, antigo inquilino. Ele está tirando as últimas coisas hoje. Luciano, estes são Afrânio e Marina, que vão ficar com o apartamento &#8211; disse a velha rabugenta.</p>
<p>Luciano mal prestou a a atenção no velho que comprara o apartamento. Seus olhos se fixaram em Marina, que além da beleza, esbanjava simpatia. A moça segurava um o livro A Tempestade, de Willian Shakespeare. Foi a deixa para que o jovem despejado fosse ao ataque.</p>
<p>- Gostas de teatro? Estás sabendo da peça que vai ser apresentada na próxima sexta-feira no teatro? &#8211; perguntou.</p>
<p>O tiro foi certeiro. Luciano conseguiu a atenção da jovem e o telefone. Combinou o encontro para a outra sexta-feira. A tristeza de deixar o apartamento foi compensada.</p>
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		<title>Dois Tiros</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 12:37:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sir John McWrong</dc:creator>
				<category><![CDATA[Absinto]]></category>
		<category><![CDATA[Whisky]]></category>

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		<description><![CDATA[Trouxe as armas? Perguntou o rapaz para o imigrante chinês que estava sentado numa das mesas do salão. O velho oriental fez um lento gesto para que o rapaz sentasse. Impaciente, o garoto continuou de pé. E então, trouxe ou &#8230; <a href="http://botequimliterario.com/?p=464">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trouxe as armas? Perguntou o rapaz para o imigrante chinês que estava sentado numa das mesas do salão. O velho oriental fez um lento gesto para que o rapaz sentasse. Impaciente, o garoto continuou de pé. E então, trouxe ou não trouxe? Perguntou mais uma vez, arranhando o encosto da cadeira com as unhas.</p>
<p>Trouxe o dinheiro? Perguntou o velho, com um ar de preocupação. O garoto ajeitou o chapéu e depois tirou um maço de notas de cem do bolso. Está tudo aqui, pode conferir. O chinês nem olhou para o dinheiro. Eu confio em você.</p>
<p>Me deixe vê-las. Exigiu o rapaz empurrando o dinheiro da direção do velho, este então colocou sobre a mesa uma pequena caixa de madeira. Ainda há tempo, você sabe, o xerife deve voltar logo. Você não precisa fazer isso. Disse o senhor abrindo a caixa e removendo um pedaço de veludo que ocultava dois revólveres. O rapaz suspirou. Mas eu preciso.</p>
<p>As duas armas eram quase idênticas, mas uma possuía um cabo branco e a outra um cabo negro. Estavam dispostas na caixa, entre o pano, como o símbolo do Tao, o Yin e Yang.  E o homem chinês começou a explicar a diferença além das aparências.</p>
<p>Essas são as armas do homem honesto e do homem corrupto. Ambas nunca erram seus tiros, mas só podem ser utilizadas da seguinte forma. A branca, jamais funcionará ao dar um tiro pelas costas de alguém. Já a negra, só acertará uma pessoa se o tiro for pelas costas.</p>
<p>As regras pareciam ser simples. O garoto as pegou e foi para rua aguardar o rival que o desafiara para um duelo. As horas passaram e o algoz chegou, como o combinado. Trouxe as armas garoto? Sim, eu trouxe, escolha uma delas.</p>
<p>O vaqueiro pegou ambas e as estudou. Parecem boas pistolas. Carregue a sua e vamos logo acabar com isso. Disse o homem escolhendo a arma de cabo branco.</p>
<p>No momento do duelo, o rapaz ficou de costas para o rival, sabendo que arma branca não funcionaria. Aconteceu que o vaqueiro não atirou, sua honra não permitiria atirar em alguém pelas costas. Aguardou o rapaz enfrentá-lo de frente. Mas o jovem também não poderia disparar a sua arma até que o rival desistisse e fosse embora.</p>
<p>&nbsp;<br />
<a href='http://youtu.be/m-1ODEZT8TU' >Lovett &#8211; Ghost of Old Highway</a></p>
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		<title>O Fantasma Incendiário do Artista Suicida Apaixonado</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Oct 2011 13:33:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sir John McWrong</dc:creator>
				<category><![CDATA[Absinto]]></category>
		<category><![CDATA[Vinho]]></category>
		<category><![CDATA[Vodka]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando o título é um spoiler! <a href="http://botequimliterario.com/?p=461">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há momentos em que a dúvida precede o medo. Foi assim quando o alarme de incêndio disparou. Trote novamente muitos pensaram enquanto se levantavam de suas mesas e curiosamente esticavam seus pescoços pela porta para ver o caos começar a tomar conta dos corredores. O grito agudo de uma mulher chamando por Deus foi mais eficiente do que a campainha elétrica. Logo todos saqueavam suas próprias mesas em arrastões desesperados e corriam para escada e, sem saber, em direção ao fogo.</p>
<p>O desenho estava escondido na parte debaixo da gaveta, quando a água começou a cair do teto, por sorte estava em um envelope plástico. Pensei ter olhado para ele e ver as gotas de água se transformarem em lágrimas que escorriam pelo rosto da musa retratada. Era como se ela me dissesse “não me deixe!”. Eu queria que ela queimasse, e levasse com as cinzas todas as minhas lembranças, mas não conseguia vê-la ser destruída pela água, pelo choro irreal que produziria.</p>
<p>Todos deixaram o escritório, menos o rapaz que ocupava a minha mesa, parecia desesperado em salvar algum arquivo no pendrive e nem me notou. Prestativo, ele ainda apagou a luz quando saiu. Fiquei no escuro, sozinho, debaixo de uma chuva falsa, imaginando com seria segurar o desenho mais uma vez.</p>
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		</item>
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		<title>O ladrão de Rosas</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 18:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipe</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cachaça]]></category>

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		<description><![CDATA[Dick, saia de casa todas as noites e sempre para tomar a saideira no bar do Tedy. Vê a saideira pra mim e um ovo de codorna daquela lata amarela! O que tu queres com um maldito ovo de codorna? &#8230; <a href="http://botequimliterario.com/?p=454">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dick, saia de casa todas as noites e sempre para tomar a saideira no bar do Tedy.</p>
<p> Vê a saideira pra mim e um ovo de codorna daquela lata amarela!<br />
 O que tu queres com um maldito ovo de codorna? Fala Tedy<br />
Já ouvisse falar nas propriedades sexuais do ovo de codorna? Assim eu garanto que ele não vai ficar escondido dentro da minha cueca de oncinha essa noite!<br />
 Vinte e sete anos e já esta com esses problemas guri? Aprende com o papai aqui, cinqüenta e três anos na cara, uma vida sofrida nas costas e dou pelo menos uma bimbada por dia!<br />
 Olha Tedy, o meu problema é que eu exagero um pouco de mais na bebida, mais vou parar com isso, não quero mais esse incomodo pra mim, me da à saideira que eu vou embora!<br />
Dick esvaziou mais uma dúzia de copos e seguiu pela Rua Lock.<br />
A noite era uma farra e hoje  a noite o agito era no bar e danceteria zero grau.</p>
<p> Caralho, tenho setenta pratas na carteira, vinte eles já me tomam na entrada dessa budega, vai me sobrar cinqüenta pratas pra tentar faturar alguma coisa. O plano era uma merda mais o objetivo da noite era o mesmo de todas as noites, tirar o pau da cueca!</p>
<p> Identidade, por favor.<br />
 Eu sou de maior, não se preocupe eu já tenho barba na cara e pelo no saco!<br />
 Identidade ou rua!<br />
 Mais eu já paguei vinte pratas pra entrar nessa porra, vocês vão devolver a merda do meu dinheiro? A, quer saber, pega essa merda aqui que hoje eu não to afim de confusão!</p>
<p>A festa estava bombando, as pessoas estavam bêbadas e todo mundo tinha o mesmo objetivo, fuder. </p>
<p> E ai gatinha, aceita um gole?<br />
 O que é isso que você ta tomando?<br />
 Uísque on the rocks, Jack Daniels!<br />
 Ui, não gosto de uísque, bebida muito forte, prefiro uma ice!<br />
 A ta, então vamos fazer o seguinte, vamos cortar todo esse papo furado e partir direto para os finalmentes, vem aqui e me da um beijo logo vai.<br />
 Abusado! Folgado! E confiado! E não é assim que se conquista uma mulher como eu não!<br />
 Virgem, jurava que era assim! Mais então o que eu tenho que fazer pra conseguir te beijar?<br />
 Por que você não tenta dar uma flor pra mim, me tratar bem ou algo do gênero?<br />
 Faz assim então, na casa da frente aqui da zero grau mora um velho polonês, o polaco, ele já é aposentado e tem plantado no quintal varias muda de rosas. Você me traz uma rosa vermelha e uma rosa cor de rosa que eu te dou um beijo!<br />
 Combinado!<br />
Eu sabia que isso era arriscado de mais, podia ser preso ou qualquer coisa do gênero mais essa pilantra valia todo esse risco, ela é muito gata, com aquele olhar penetrante, os cabelos ruivos da cor do fogo e ela é meio maluca, do jeitinho que eu gosto! E afinal de contas, é amor antigo da época de colégio, então fudeu maluco! </p>
<p>O muro da casa da frente não era alto, media aproximadamente 1 metro e 50 cm de altura. O problema é que ele teria que andar pelo menos 15 metros até as roseiras que ficavam perto da casa do polonês.<br />
Dick sem hesitar pula o muro e anda em direção as roseiras, se escondendo nas sombras como um gatuno. Um serviço fácil para uma recompensa generosa! Primeiro a rosa vermelha e depois&#8230;</p>
<p> Puta merda!</p>
<p>Rufus apareceu, era um rottweiler que pesava aproximadamente 100kg, tinha um olhar que assustava até o filho que nem era projeto de Dick e a boca dele fedia a cerveja velha misturado com macarrão azedo. Uma visão do inferno!<br />
Com a rosa vermelha já na mão e levando metade de uma roseira que estava plantada, Dick correu que parecia Ayrton Senna voando baixo em Interlagos, mais o velho Rufus também tinha sebo nas canelas e alcançou Dick a 5 metros da cerca, rasgando a calça dele fazendo dela metade de uma bermuda, fazendo Dick rolar pela grama e como se ainda não fosse o bastante o pé esquerdo do seu Nike virou o novo brinquedinho de Rufus. Mais Dick ainda é ágil como um gato e pula o muro e corre sem um tênis e com a calça rasgada para receber o seu prêmio!</p>
<p> Pronto princesa, aqui estão as suas rosas!<br />
 Nossa, que garoto mais meigo, vem aqui receber o seu beijo vem!<br />
Depois de tanto sofrimento a merecida recompensa! Mercedes deu um selinho em Dick, pegou o ramalhete de rosas e o acerta com tudo fazendo os espinhos machucar o seu rosto e fala:<br />
 Agora aprende a tratar bem uma mulher!<br />
 Seu abusado! E quem sabe na próxima vez você aprende alguma coisa! Isso se houver uma próxima vez!</p>
<p>Não havia mais nada o que fazer, Dick caiu no conto do vigário, abaixou a cabeça e foi andando pela escuridão da Rua Lock. </p>
<p>Antes de dormir, como de costume sentou na privada e falou:<br />
 Acho que o ovo de codorna me fez mal.</p>
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		<title>wtf&#8230;?</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 03:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Waitress</dc:creator>
				<category><![CDATA[Whisky]]></category>

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		<description><![CDATA[- E essa garrafa na tua mão? - to bebendo. - percebi, foi uma pergunta retórica, idiota. por que tu tá bebendo? - porquê não tem mais nada que eu possa fazer - como assim, panaca? tu nao tem que &#8230; <a href="http://botequimliterario.com/?p=450">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- E essa garrafa na tua mão?<br />
- to bebendo.<br />
- percebi, foi uma pergunta retórica, idiota. por que tu tá bebendo?<br />
- porquê não tem mais nada que eu possa fazer<br />
- como assim, panaca? tu nao tem que trabalhar amanhã?<br />
- não. mandei meu chefe se foder.<br />
- Porra! de novo?<br />
- sim, ele é um babaca.<br />
- tu diz isso de todos os teus chefes. E desde quando tu fuma?<br />
- desde que não tenho mais nada pra fazer, além de acabar com os órgãos do meu corpo lentamente.<br />
- Tu não pode fazer isso.<br />
- claro que posso. o corpo é meu. e os órgaos também.<br />
- Mas e a tua família? tu nao pensa nos teus pais?<br />
- na verdade não. nunca pensei. eles também nunca pensaram em mim. só na imagem que eles tinham de mim: o filho perfeito que eu nunca seria.<br />
- que nada, eles são teus pais, te amam de qualquer jeito!<br />
- isso é a maior mentira já inventada. conversa pra consolar os desajustadinhos da sociedade, que nao se encaixam na high society, que parecem a ovelha negra da família.<br />
- tá maluco, cara? é claro que a família sempre vai amar a gente do jeito que a gente é!<br />
- ah tá. pergunta pros meus pais isso. pergunta pros meus tios, avós, primos, pros vizinhos, sei lá. todos vivendo as vidinhas idiotas, só pensando em trabalhar e ganhar dinheiro. pra que? pra nada! ou melhor pra mostrar pros outros!<br />
- cara, tu tá maluco.<br />
- to nada, to em plena consciência de todos os meus atos.<br />
- tu tá bêbado<br />
- nem. agora é que to bom.<br />
- tá. vai se foder então.<br />
- já to fodido. a vida toda de todo mundo tá fodida. mas ninguém percebeu ainda.<br />
- que se foda. me dá um gole desse uísque vagabundo.<br />
- já é. puxa uma cadeira aí.</p>
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		<title>Sinfonia Agri-Doce</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 19:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>The Hyperactive Zombie</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cachaça]]></category>
		<category><![CDATA[Whisky]]></category>

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		<description><![CDATA[Dedo na buceta, la estava eu novamente. Lembro bem de como cheguei ate aqui. Brincando com a cordinha do OB dela é que tive o estalo, &#8220;Putz&#8221; pensei na hora. Era genial. Tudo de bom num só lugar. E eu &#8230; <a href="http://botequimliterario.com/?p=442">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dedo na buceta, la estava eu novamente. Lembro bem de como cheguei ate aqui. Brincando com a cordinha do OB dela é que tive o estalo, &#8220;Putz&#8221; pensei na hora. Era genial. Tudo de bom num só lugar. E eu com os dedos enfiados dentro da buceta dela. Ha. Aquela cordinha era tudo o que tinha de puxar pra chegar no prazer que eu tanto almejava. Era perfeito. Só que o OB não estava mais la. Ele havia dado lugar a um tubo de plastico completo com cocaina. Essa ideia era brilhante&#8230; ninguem mexe ali, e se estourar a parada, era so enfiar a fuça la e aproveitar. Todo mundo aproveitaria, eu e ela. Se eu pudesse sair contando como fazer isso garanto que seria a nova moda nacional. Nariz na buceta. Acho que ate o viado do latino faria uma musica sobre isso. Tudo vira musica na mão daquele merda. Então, tudo certo, era só curtir agora&#8230; eu demorava um pouco pra puxar, porque convenhamos, é bom aproveitar esse momento. E ela também nunca reclamava que eu demorava pra tirar, e nem ela tirava sozinha. Ela sempre me agradecia. Pela grana, e pela dedada. Pronto, beijo pra ti e ate a próxima. No aconchego do lar, arrumo tudo pra saborear a parada. Ligo o som, confesso que to meio nostalgico, e fico ouvindo um best of do silverchair. Sonzinho agradavel, tem guitarra, sem muita frescura&#8230; do jeito que eu gosto&#8230; Da pra ouvir a guitarra com distorção, as vezes um flangerzinho pra criar um clima, e voltar pra distorção. Riffs simples, um baixo bem marcado e a bateria nervosa e com peso. Bom, não posso dizer que não gosto, até porque gosto bastante disso. Depois de secar bem, preparo um bela dose de jameson pra descer na hora que fechar tudo. Punk Song #2 é o nome da música que ta tocando na hora, e juro que naquele comecinho eu pensei que tinha mudado pra sonic youth. Mas não&#8230; continuava o silverchair. Engoli a dose do jameson e fiquei parado curtindo um pouco. Quando começou a musica seguinte, jurei que era eu, mas era só a musica. Eu do gargalhada disso. Gosto de rir sozinho. Vo fazer uma caipira. E curtir do disquinho do Verve que baixei hoje. Novamente. Falei que tava nostalgico porra. Mas não tem como tirar o mérito, esse disco é muito bom. Dado um tempo, escuto o barulho da porta. Sigo sentado, até me dar conta da porra toda&#8230; Penso &#8220;fudeu e agora&#8221; corro pra ela não perceber. Vou na pia e derramo um monte de detergente e finjo lavar a pia. Já pensou se ela sente o cheiro de outra na minha mão?</p>
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